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novidades

– tem poema meu, devidamente traduzido, na revistinha/livreto de arte e literatura dolce still criollo, editada pelo christopher rey pérez e enviada pro mundo todo por 10 dólares:

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– tem poema também na bonita revista portuguesa um conto, organizada pelo otávio campos. encontre (se tiver interesse) meu erro de colagem no meio da primeira estrofe:

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– o cândido, jornal da biblioteca pública do paraná, publicou uma matéria sobre escritores que nasceram em londrina;

– e a scrambler books anunciou sua antologia de poesia brasileira que será publicada em 2016 com minha ajuda na organização.

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o aluguel & o sono

na cama o sono fica arisco
ao lado do respirar ruidoso asmático
do aluguel quase vencendo

o aluguel rouba os travesseiros
os edredons e os pesadelos
mas paga a casa onde fica a cama

concordamos que o sono é meio covarde
e o aluguel o cônjuge que oprime
o ano inteiro e todo dia quinze
sem querer e com muita vontade

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girl turned mosquito

“girl turned mosquito” é um dos 3 poemas que o escritor jacob steinberg traduziu para o novo jornal esferas, feito pelos estudantes do departamento de português e espanhol da universidade de nova york: http://esferasnyu.com/

“when the internet goes out” é outro, e todos me trazem orgulho e surpresa:

when the internet goes out
nonsensical things can happen
but not without clicking refresh
or before the refreshment of entertaining
a momentary lapse
lightning
insects inside the equipment

when the page goes blank
whisking away a link to be lost
forever, that’s when an itch appears
then we find that the lyrical I
carried months of hives
or prickly heat
or the worst kind of mycosis

when no one types out any word
our hero or heroin
gets up feeling dizzy to cross the street
and finds unexpected trees
in the balcony, four or five
unconscious relatives
standing in the house’s stairwell

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geral

lagarta na banana

quantas frutas serão por mim analisadas
com atenção em busca de lagartas
até o fim da vida
lembrando aí que esqueci de levar os óculos pro mercado
deve ser por isso também a tontura

cada volta na prateleira
é um zumbido novo nas orelhas
a vontade mista de ficar e ir embora
aprendi recentemente a comprar ovos, brócolis, farinha
ainda não aprendi a levar companhias:

ir ao mercado sem ninguém é mais rápido
não é preciso esperar outra pessoa
hipnotizada olhando temperos ou chinelos
enquanto pães de centeio são por mim esmagados

enquanto finalmente encontro a lagarta que vive na banana
e jogo longe o cacho

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